| Poeta de Plantao | |||
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23.5.05 ( 15:16 ) POETA DE PLANTÃO
António Amén Puerícia Acordei às 07:30h, atrasado. Uma foto em preto em branco, passos ligeiros, relógio parado. Tempo correndo, a rua da escola primária era a mesma. A velha senhora na janela o dálmata gigante já não estavam lá. Eu corria, corria, portão encostado, uma fresta. Coração a mil, folhas secas no caminho, boas e más lembranças embaralhadas de uma infância comum. Passos lentos, mãos geladas E lá estava ele (eu), o menino alentado, tímido que nada sabia de futebol tinha medo de quase tudo acredita que alguns insetos voadores coloridos não morriam nunca. Ali estava ele, sentado num banquinho pintado de azul anil a balançar as pernas cheias de dobras. Esperava há anos. Sorriu meio sem jeito e apressado quase cambaleado veio a mim e disse baixinho: - Me leva contigo. E me pediu pra não chorar na hora do adeus. Bottine # |
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